Bike Park – Ponte de Lima

Fim de semana no Bike Park de Ponte de Lima – top! Começa com avaria no carro que nos ia transportar…Tudo começou na sexta feira com a reunião do pessoal (4 bttistas e um penetra para animar a festa) para embarcar rumo ao norte. Saída de Góis pelas 18:00, atrasados devido a avaria da viatura, a nossa aventura começava bem, pensei que teríamos que ir de bike, mas tudo se resolveu.

Chegámos a Ponte de Lima em cima das dez da noite, paragem no tasco da Natali, perto Picanha à Nataliede Cabração, para sermos servidos com um banquete digno dos deuses: carne assada e picanha (há muito tempo que não comia uma picanha tão boa!), foi este o manjar dos aventureiros antes de chegarmos à casa de Cabração. Assim que chegámos era hora de arrumar as bikes e toda a tralha que veio connosco, seria de esperar que fossemos descansar mas não, à uma da matina ainda fazíamos afinações de material para que tudo corresse bem no dia seguinte.

Chegada ao Bike Park por volta das 09:30H de sábado, a hora estava a chegar, a ansiedade a aumentar: Sabia que iria ser difícil pois a minha bike é de XC e não de DH, pensei que a minha suspensão de 120mm não conseguiria acompanhar as exigências destes percursos, no entanto tudo correu bem e ainda deu para rolar numa MSC de DH emprestada pelo Rosinha, luxo!

RuiO Bike Park tem “apenas” 10 pistas de DH, 3 circuitos de enduro e outros percursos de BTT pela Serra D´Arga, as pistas de DH são durinhas quanto baste: drops, rolvés, pedras, muita rocha granítica no chão que implica atenção redobrada. Logo na primeira pista, para estreia, dei um tralho monumental, um “abre olhos” para o que aí vinha! Mais 4 circuitos pela manhã e mais uma queda, do Rui, apenas um susto. Pela hora de almoço já tinha experimentado uma bike de DH, o Rosinha emprestou-me a sua “velhinha” MSC – F1 e deu para notar a diferença: Posição de condução muito mais confortável e segura, suspensão até ao pescoço e amortecedor com mais curso que absorvem quase toda a pancada. No final da manhã era altura de paragem para almoço e descanso.

Na parte da tarde mais uma pista, já na minha XC (andei de cavalo para burro)! No final arrumei as botas e fui para o relax junto do Rosinha sénior enquanto restante malta continuou na loucura (estava de barriga cheia e com menos confiança devido às diferenças óbvias na bike e achei melhor parar antes que me partisse todo). Antes de virmos embora ainda houve tempo para mais um tralho, do Sérgio, (diz quem viu que foi violento,) perto das 17:00 horas era altura de arrumar tudo e regressar para tomarmos o merecido banho.

Nunca pensei que fosse tão violento passar um dia nestas andanças! Ando mais habituado a pedalar 35/40 kms por serras e vales, com subidas exigentes, que pedem uma entrega tal que pensei que isto seria menos duro. Puro engano, há que estar muito bem preparado para “levar porrada” durante  um dia inteiro, e quando não se tem o equipamento adequado ainda pior. Foi um dia muito bem passado, com malta que Ultrapassagempercebe disto à brava e que transmitiu um pouco do seu conhecimento (na minha mente ainda está o comentário do Sérgio “não traves nos rolvés” e de repente, num deles, faz-me uma ultrapassagem por dentro, qual Fitipaldi! Um alerta, as pistas são mesmo duras, mas se não fossem não seria a mesma coisa…

O fim de semana não podia acabar sem fazermos uma visita a Ponte de Lima, jantar num belo restaurante (Budapeste, recomendo) e encontro com malta amiga que por lá habita para bebermos um copo.

Foi uma experiência a repetir novamente, aconselho vivamente a quem pratica BTT e nunca fez DH intensamente, a experimentar algo do género. Apesar de não ter bike para tal, dá para desfrutar imenso e aperfeiçoar as nossas “skills” em descidas arrojadas!

Um obrigado aos companheiros de luta. Pela hora que escrevo o Diário da Volta, ainda estou amassado, mas valeu a pena!

Boa semana e boas pedaladas 🙂

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