DH3 Revisitado

Sexta-feira santa foi um santo dia para a nossa volta de bike, por vales e serras da nossa zona!

Lembram-se de quando éramos crianças, o sofrimento que era para que os dias passassem, durante a semana que antecede a Páscoa, para chegarmos ao fim de semana e receber o folar, principalmente os chocolates e as amêndoas? Esse sofrimento ia desaparecendo com o passar dos dias, aumentando assim a ansiedade! Quando, finalmente, recebíamos o folar no dia de Páscoa, explodíamos de alegria e todo o sofrimento e ansiedade por que passámos ficava para trás e rapidamente era esquecido!

Quando abraçámos o desafio de subir ao Trevim pela Albergaria, Ponte do Sótão, caminho que já fizemos anteriormente, mas a descer, sabíamos bem o que tínhamos que subir e sofrer! Foi a fase do sofrimento.

Estava nevoeiro, que ajudou a reduzir a fatiga psicológica, de olhar para cima e nunca mais ver o topo a chegar, mas por outro lado fez com que um dos bttistas voltasse para trás, devido a pequena lesão e cansaço, sem se aperceber que estava muito próximo do marco geodésico, onde outros o esperavam! A primeira parte, por terra e com algum PTT (a pé também é BTT) à mistura, estava superada, faltava outro tanto até ao topo, pela estrada de alcatrão com as eólicas ao nosso lado, e com um mar de algodão por baixo de nós que pintava a paisagem de branco com algumas “ilhas” a emergirem, rompendo as nuvens. A parte da ansiedade, de chegar ao topo, apoderava-se de nós, amenizada pela vista magnifica que a natureza nos proporcionava!

O topo foi atingido! Momento de repor energias, descansar um pouco e tirar a foto da praxe para, depois, iniciarmos a tão desejada descida, por trilhos desconhecidos até ao DH3. A explosão de alegria atingiu-nos assim que nos embrenhámos no primeiro trilho, novo para nós e que levou a um segundo, também novidade, que nos transportou até á encosta oposta da que subimos, do lado do Coentral. Daqui até ao DH 3 foi um pulo, mas não tínhamos a certeza se estes caminhos nos levavam lá….

Quando chegámos à estrada de alcatrão e verificámos que estávamos a chegar ao acesso do DH3 a alegria foi aumentando, transformando-se, assim que começámos a rolar aquele trilho, que nem loucos, em adrenalina. Não dá para descrever o que sentíamos, o vídeo poderá dar uma ideia, aguardem por sexta!

Continuámos a descer, pelos belos trilhos que a serra da Lousã tem, até chegarmos a Cacilhas. Daqui até Serpins foi sempre a rolar em alcatrão, passámos pelo pessoal de Serpins na sua volta matinal, aproveitando uma paragem, num tasco em Vilarinho, para repor “energias” (não deu para pararmos, esperamos que o final do dia tenha corrido bem rapaziada).

De Serpins até à Maria Mendes fomos pelo trilho de terra, regresso ao alcatrão para a subida à Sra. da Candosa, que custou particularmente, pois já levávamos 4 horas e quase 50Kms a pedalar.

Um dia em cheio com sofrimento, alegria e muita adrenalina, que nos fez recordar que, em muitos momentos da nossa vida, quando fazemos realmente o que gostamos, continuamos a ser as mesmas crianças que éramos anos antes.

Boa semana e boas pedaladas 😉

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